No último texto que trouxe para a discussão na rede, tratei sobre os 5 principais motivos que levam uma família a contratar gestão profissional do patrimônio familiar (se você não viu, é só clicar aqui). Mas, acredito que ficou faltando falar sobre quem é esse profissional. Muita gente me escreveu querendo saber onde achá-lo e quais suas habilidades. Portanto segue um pequeno texto para melhor explicar suas especialidades e funções.

Primeiramente, o profissional em gestão de patrimônio ou wealth management é essencial para a correta gestão de grandes fortunas. Contudo, é preciso ter em mente que esse profissional é muito mais que um gerente e consultor financeiro, ele é, na verdade, um conselheiro fiel da família. E Esse conselheiro fiel pode ser um profissional private banker ou family office. Mas, quem são e qual a diferença entre eles?

O que é o Private Banking e Family Office?

De forma geral, as estruturas de Private Banks (private) e dos Family Offices (family) oferecem o serviço de consultoria e gestão patrimonial, pessoal ou familiar, com o objetivo de perpetuação do patrimônio e sua transição para novas gerações.

O Private Banking é uma forma de segmentar o público atendido pelos bancos comerciais e de investimentos. Na área de atendimento às pessoas físicas, os bancos são segmentados por tipo de cliente. Ou seja, dependendo do montante que o cliente tem aplicado no banco, ele é atendido por um determinado segmento.

Como exemplo, podemos dizer que há três segmentos:

– Varejo: classe média baixa e média,

– Premium: classe média alta, que têm algum dinheiro investido, por exemplo acima de R$ 100.000,00,

– Private: ricos, que têm mais de R$ 3.000.000,00 investidos.

Embora o montante do corte varie de banco para banco, a denominação de Private Banking é aplicada ao segmento mais alto, que tem clientes com volumes expressivos de recursos aplicados e necessidades diferenciadas de produtos e serviços. Os profissionais dessa área são conhecidos como Private Bankers, ou simplesmente Bankers. Neste segmento estão os clientes de mais alta capacidade de investimentos dos bancos. Sendo assim, essa é uma divisão ainda superior a outros segmentos de clientes premium.

Family Offices, por sua vez, são organizações que servem para gerir os investimentos e outras atividades de uma ou mais famílias. Eles servem para melhorar a gestão da fortuna familiar como um todo, envolvendo gestão profissional de seus ativos, planejamento sucessório, eficiência tributária, entre outras questões. Além da característica dos “private”, elas possuem um modelo de investimento independente combinado a uma “arquitetura aberta”, que possibilita alavancar o relacionamento com os melhores prestadores de serviço do mercado, sem necessariamente estar ligado a um único conglomerado financeiro. Elas podem ser oferecidas a uma única família, ou a várias (Single ou Multi-Family Offices).

Private banker

O private banker, também chamado de gerente de alta renda, é aquele gerente de banco que atende pessoas com alto poder aquisitivo e que possuam no mínimo R$ 5 milhões para investimentos. O Private Banker típico deve ter uma sólida formação universitária, além de ser certificado CFP (Certified Financial Planner, pelo IBCPF) ou CEA (Certificação de Especialista em Investimentos, pela ANBIMA). Esse profissional atua dentro das instituições financeiras e atendem um número reduzido de clientes, oferecendo maior atenção, com atendimentos agendados e reservados e consultoria especializada e personalizada.

Family office

O family office, ou o gestor de patrimônio familiar, é, assim como o private banker, um profissional que irá oferecer consultoria financeira para pessoas de alta renda e com mais de R$ 1 milhão em conta. Porém, seu trabalho é holístico, ou seja, ele cuida dos quatro capitais da família, que além do financeiro é composto pelo capital humano, intelectual e social.

Ao oferecer a gestão do patrimônio familiar, o gestor oferece auxílio para gerir os ativos líquidos, ou seja, as contas familiares, investimentos e cotas de fundos, bem como os ativos que não líquidos, como os imóveis, terrenos, obras de arte, entre outros.

Ao longo da evolução dos serviços prestados pelas instituições financeiras, os clientes de alta renda aumentaram a exigência por atendimentos personalizados. Isso fez com que o profissional em gestão de patrimônio familiar evoluísse no oferecimento de gestão especializada do patrimônio de seus clientes, com investimentos sofisticados tanto no Brasil, como no exterior.

Interessou-se em saber mais sobre esse profissional que torna o gestor de patrimônio familiar em um conselheiro fiel? Escreva-me.

Grande abraço,

Juliano Pinheiro