Uma empresa em fase de crescimento necessita de recursos financeiros para financiar os projetos de expansão. Mesmo que o retorno oferecido pelo projeto seja superior ao custo de um empréstimo, o risco do negócio recomenda que exista um balanceamento entre o financiamento do projeto com recursos externos e próprios. Nesta hora algumas perguntas devem ser respondidas:

  • Quais as melhores fontes de recursos?

  • Quais estão disponíveis para mim?

  • Como acessá-las?

Desde a criação de uma empresa por um número pequeno de sócios, até sua posterior entrada na bolsa, uma empresa vai passando por diferentes processos de financiamento.

Normalmente, as principais opções de captação de recursos são:

Capital próprio;

Family, friends, fools/founders;

Financiamento via bancos;

Fomento: subvenção econômica;

Mercado de Capitais.

Historicamente, as empresas brasileiras distinguem-se pelo acesso restrito ao capital privado de terceiros, financiando seus projetos de investimento principalmente com recursos próprios e financiamento público. O modelo de financiamento brasileiro pode ser caracterizado pela utilização de bancos públicos como uma fonte especial de recursos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, fornece a quase totalidade do financiamento de longo prazo. Porem o BNDES já está próximo do seu limite de capital e vem diminuindo sua participação nos financiamentos corporativos nos últimos anos.

Já os bancos convencionais, em função da maior exigência de capital para empréstimos de longo prazo, trazida por Basileia III, bem como a necessidade de ativos líquidos resultante de maior alavancagem, tem sua participação limitada na concessão de financiamentos para projetos de investimento.

Outro aspecto importante a considerar é que a captação de recursos por meio de fontes externas aumenta o nível de endividamento e, consequentemente, reduz a capacidade da empresa de reobtê-los.

Já, as fontes próprias diminuem o nível de endividamento. Além de possibilitarem novas obtenções de recursos, também reduzem o endividamento e ampliam a capacidade da empresa de conseguir recursos externos, caso seja necessário. E, como conseqüência, melhoram os indicadores econômico-financeiros da empresa.

Quando uma empresa precisa fortalecer sua base de capital próprio, nem sempre os acionistas são capazes de subscrever as ações de uma nova emissão. Nesse caso, é preciso que mais pessoas se associem àquela empresa. Dai a importância da utilização do mercado de capitais como fonte de captação. O mercado de capitais oferece diversos instrumentos de financiamento a médio e longo prazo para suprir as necessidades dos agentes econômicos, tais como debêntures, Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), títulos externos. As captações através do mercado de capitais pode se dar através do mercado de dívidas através da emissão de debêntures, notas comerciais e outros títulos, do mercado de equity pela oferta pública de ações ou através de securitização de crédito.

Para acessar o mercado de capitais a empresa de se preparar adequadamente, profissionalizando sua gestão, organizando sua contabilidade, dividindo os bens das famílias dos ativos da empresa e formalizando um conselho de administração.

Outro ponto importante e saber o que os investidores buscam quando vão investir nas empresas. Normalmente existe um gap entre o que eles buscam e o que eles encontram nas empresas.

Não existe regra para determinar o equilíbrio entre nível de capital de terceiros e de capital próprio empregado. A decisão de buscar capital próprio por meio da emissão de novas ações para serem adquiridas pelo público em geral envolve diversos fatores, alguns de natureza objetiva e outros de natureza subjetiva.

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